segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Dois milagres chamados Rodrigo e Mariana

O Rodrigo e a Mariana foram bebés muito desejados. Soubemos que iamos ter gemeos logo na primeira ecografia. Obviamente que a primeira reacção foi de pânico.... A Dra Luisa mostrou-se logo com reservas em relação a esta gravidez. Primeiro porque um dos saquinhos se mostrava disforme, amachucado e mais pequeno que o outro, e depois porque uma gravidez gemelar é sempre uma gravidez de alto risco, especialmente dois meses após um aborto espontaneo.

Voltamos passado duas semanas para confirmar que ainda se mantinham os dois saquinhos e se já tinham coraçõezinhos ou se um deles tinha ficado pelo caminho. Lá estavam os dois a bater forte. Mesmo assim um deles muito pouco viavel. Assim sendo, não tivemos autorização para contar a ninguem até ás 12 semanas. Parece que é estranhamente comum perder-se um dos gemeos no primeiro trimestre.

Chegados às 12 semanas, primeira eco morfologica, onde se desconfiou logo que seria menino e menina. No entanto era só uma desconfiança.... Surgiu o primeiro problema serio. O bebe mais pequenino tinha o ducto venoso invertido, seria aconselhavel fazer amniosintese para despiste. E assim foi, depois de muitas lagrimas la fomos ás 17 semanas fazer a amnio. Felizmente o resultado veio 1 dia depois e estava tudo bem e veio tambem a confirmação que era um casal.
Respiramos de alivio.

1 Semana depois nova eco morfologica e novo balde de agua fria. O bebe mais pequeno tinha uma restriçao
de crescimento provocada por uma incisura bilateral da arteria uterina. Repouso absoluto e beber muita água. Nao se podia fazer muito mais. Repetir eco ás 20 semanas.

Neste momento decidimos mudar de ecografista, e esta eco ja fizemos com a Drª Irene Cano no Hospital da Luz. Esta eco revelou que o problema era bem mais sério... A Mariana tinha uma placenta que basicamente não prestava para nada... E por isso foi diagnosticado o terceiro palavrão da nossa gravidez.... Fluxo diastólico ausente.
Simplificando não chegavam à Mariana os nutrientes nem o oxigenio suficientes para que ela sobrevivesse.
A opinião dos vários médicos envolvidos, era que a Mariana não resistiria à restrição e que acabaria por desistir em poucos dias, pondo em risco o irmão que às 21 semanas estava longe da viabilidade.

A verdade é que dia após dia, semana após semana a Mariana ia surpreendendo tudo e todos. Não só não desistiu como conseguia crescer durante mais 10 semanas e 4 dias.

O Rodrigo e a Mariana nasceram dia 2 de Janeiro de 2012 as 22 horas e 22.02 hora respectivamente.





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